
Minotauro de Pirenópolis
Preso no labirinto da minha mente, vaguei em busca de aceitação, tentando encontrar beleza no monstro que acreditava ter me tornado. Assim como o Minotauro, fui aprisionado em um labirinto e me escondi dos olhares daqueles que eram incapazes de reconhecer minha humanidade. Ser um monstro exige sacrifícios. Ao longo dos anos, sacrifiquei minha voz ao silêncio, meu desejo à culpa e minha liberdade ao medo.
Apenas minha essência permaneceu intacta, visível para aqueles capazes de enxergar além do monstro. É essa essência o fio que me guia para fora do labirinto, onde posso, enfim, me reconectar com quem sempre fui.






